Mantra visual #praia do Piauí

Estou caminhando com os pés fincados na areia. Ao longe, o azul do mar é calmaria, aconchego, algo próximo a um lar.

Sinto o cheiro de sal, terra amarela e animais marinhos. As ondas se formam e se destroem ao mesmo tempo, espalhando espuma branca por todo lado. Não há ninguém aqui além de mim. O vento gelado ganha toques cálidos ao se misturar com o calor do sol. No alto, o som de aves marinhas acalma o meu coração.

Ouço o som das ondas e sinto o frescor do seu abraço nos meus pés. Estou vestida com a mesma roupa que estava em casa, no apartamento de frente para uma barulhenta rua na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Mas a praia que estou vendo agora, diante dos meus olhos, é em Luís Correia, no litoral do Piauí. A praia da minha infância e adolescência. A praia das belas conchas na areia (chamávamos de “búzios”); a praia do silêncio em dias de semana, a praia das barraquinhas de palha e do peixe frito com batatas fritas. A praia da água de côco geladinha…

Carlos senta ao meu lado com suas sequências numéricas e a imagem se vai.

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