Painel: #Hidratantes de farmácia (1)

Eu e a minha irmã estamos sempre trocando informações de toda ordem. Se nosso caso fosse de telepatia, acho que não seríamos tão fluentes como somos. Hahaha! 😀 Continuando…

Eu e a mana estamos montando uma espécie de “painel informativo de uso pessoal” para mapear duas vertentes de produtos:

a) Os excepcionais, mas caros, com o intuito de saber se valem MESMO à pena o nosso suado, sangrento e batalhado dinheiro e

b) Os bons e acessíveis, que não são supremos, mas podem servir muito bem aos nossos propósitos ~ que é o que importa, afinal.

Na linha “hidratantes corporais encontrados em farmácias” (item b), utilizamos inicialmente esses dois produtos:

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Hidratantes corporais de farmácia: perfume X maciez

O hidratante ‘Lavanda e Camomila‘, da linha Johnson’s (pele macia e perfumada, segundo o anúncio) não é melequento, tem textura mais suave e perfume quase inexistente. Inspirei o ar diversas vezes tentando sentir o aroma, mas não obtive sucesso a contento. A pele fica mais refrescada e leve, mais macia do que quando utilizamos o hidratante da linha ‘Paixão’, mas a fragrância fina, para não dizer fraca, é um dos pontos negativos. Preço médio: R$ 9,00 reais.

A loção ‘Inspiradora‘, da marca Paixão, tem perfume mais concentrado e lembra o velho toucador de nossas tataravós, bisavós e avós. Eu adoro!!! Ele tem consistência mais firme e meleca um pouco na hora do uso. A embalagem diz que dura 24h. Não sei quanto a isso porque o perfume vai embora dentro de algumas horas. Preço médio: R$ 11,00 reais.

Vamos testando outros e dividindo nossas experiências por aqui.

Mantra visual #praia do Piauí

Estou caminhando com os pés fincados na areia. Ao longe, o azul do mar é calmaria, aconchego, algo próximo a um lar.

Sinto o cheiro de sal, terra amarela e animais marinhos. As ondas se formam e se destroem ao mesmo tempo, espalhando espuma branca por todo lado. Não há ninguém aqui além de mim. O vento gelado ganha toques cálidos ao se misturar com o calor do sol. No alto, o som de aves marinhas acalma o meu coração.

Ouço o som das ondas e sinto o frescor do seu abraço nos meus pés. Estou vestida com a mesma roupa que estava em casa, no apartamento de frente para uma barulhenta rua na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Mas a praia que estou vendo agora, diante dos meus olhos, é em Luís Correia, no litoral do Piauí. A praia da minha infância e adolescência. A praia das belas conchas na areia (chamávamos de “búzios”); a praia do silêncio em dias de semana, a praia das barraquinhas de palha e do peixe frito com batatas fritas. A praia da água de côco geladinha…

Carlos senta ao meu lado com suas sequências numéricas e a imagem se vai.

Sobre desencantos #6

Tenho um grande amigo ~ um dos melhores! ~ que, assim como eu, está vivendo o processo de “vida sem rastros” (ou quase sem rastros) nas redes sociais. Pelo menos, rastros disseminados por nós mesmos.

Esses dias – ontem, na verdade -, ele veio desabafar:

Best Friend: – Estou triste.

Moi: – Por que?

Best Friend: – Estou há três semanas longe das redes sociais e ninguém mais comenta nas minhas postagens, curte, etc e etc… (choradeira gótica). Parece que me esqueceram (mais choradeira gótica).

Moi: – Por que isso te incomoda tanto?

Best Friend: – Pô, meu! Quem gosta de ser esquecido????! (indignação)

Moi: – Essas pessoas com amnésia seletiva… Quem são?

Best Friend: – Não são amigões… Mas são amigos, colegas…

(interrompo antes que o alaúde toque novamente)

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Estratégia para o perfil do Instagram

Moi: – Antes de tudo, permita-me dizer: Não são amigos. Amigo que é amigo não esquece, não tem amnésia seletiva e, acima de tudo, respeita o silêncio ou dá seu jeito em ir atrás, saber o que está acontecendo, quais são suas motivações… Colegas e conhecidos… Desculpe, mas devem estar no modo “I don’t give a fuck” para você. Já assistiu “O Casamento do Meu Melhor Amigo?”

– Best Friend: – Já… Mas o que isso tem a ver?

– Moi: – Meu caro, você está correndo (lamentando) toda essa gente. E quem é mesmo que está correndo atrás de você?

(Silêncio).

– Best Friend (indignado, passando a peteca pra mim): – Você não se importa não, Mara? Galera não comenta mais nas suas coisas, não curte…

– Moi: – Não.

– Best Friend: – COMO NÃO?

– Moi: – Para mim, recíproca é coisa forte, entende?! Se não estão dando a mínima, por que eu deveria dar?

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Hello? I don’t care.

Fluxo de consciência # 14

A versão cinematográfica mais recente de Jane Eyre (2011) traz um diálogo entre Jane e St. John Rivers. É mais ou menos assim:

St. John: –  Achei um trabalho para você, mas receio que não seja digno de suas capacidades. Trata-se de assumir uma escola para meninas, filhas de aldeões, por 15 libras por ano. Como pode ver, muito simples.

Jane: – Eu aceito, Mr. St. John. Muito obrigada!

St. John: – Mas o que você vai fazer com todo o seu talento?

Jane: – Vou guardá-lo até que possa usá-lo novamente. Ele não vai sumir.

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Será só imaginação? Eu era uma lobisomem juvenil.

Pois é.

Nos últimos meses, reler o livro e assistir repetidas vezes ao filme (essa versão, digo) tem sido uma espécie de “agasalho” para o meu espírito. Ser nocauteada por circunstâncias “naturais”, “externas” e “rotineiras” já tem seu toque de dureza em si, imagine então receber “voadora” de pessoas & criaturas… Perceber o mau caráter, a maldade, a pilantragem, a armação, o charlatanismo…

Um amigo me diz sempre:

– O mundo é isso mesmo. Só tem esse tipo de gente para lidar e conviver, etc e etc.

Keller Dover, personagem de Hugh Jackman em “Os Suspeitos”, apontaria o dedo na minha cara e diria:

– Espere o melhor, mas prepare-se para o pior.

Pois é.

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No melhor feeling de “Get out!”

Sobre desencantos #5

Que o ser humano, em termos gerais, é uma espécie de espantalho egoísta, mesquinho e desprezível não resta a menor dúvida. No entanto, certos elementos alcançam o status de “hors concours” quando se trata de desrespeito e escr***dão.

Desde ontem, um grupo de pessoas que berra como uma cabrada usa um play (?), um terraço de casa de vila (?), um espaço público (?) para atormentar toda a vizinhança com sons altíssimos, atordoantes, incessantes, perturbadores. Ontem, a festa de Baco só terminou às 3h da manhã. Insuportável! Hoje, passei o dia todo querendo me concentrar, ler, fazer minhas atividades intelectuais… Quase sem sucesso.

Os cães chupando manga continuam com suas gritarias, suas músicas sobre traição, amores interrompidos, sobre “dar na cara dela” e coisas do gênero. A cidade está caótica, dominada pela criminalidade, perigando explodir em uma bolha de violência e desemprego maior do que já está e as pessoas continuam agindo como se nada disso fosse com elas ou sobre elas. Eu poderia repetir o jargão utilizado à exaustão por aí (a saber, o famigerado “lamentável!!!!”), mas prefiro massagear as minhas têmporas, fechar os olhos e treinar a respiração.

Quando não se há nada mais a dizer, não se diz nada.

Ne verbum quidem.

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Observar. Pensar. Sentir. Fazer.

Fluxo de consciência # 13

Programei meu dia para realizar algumas atividades no centro da cidade. Antes de sair, dei uma garimpada em um grupo coletivo que indica depoimentos de assaltos e ações de violência no bairro. Descobri que não poderia sair de casa hoje, pois “homens armados” (expressão utilizada pela mídia, omitindo o termo real) ameaçaram comerciantes e moradores da região. Não é a primeira vez – e sem qualquer dúvida, não será a última – que esse tipo de ameaça paira sobre o Rio de Janeiro (especialmente na zona norte da cidade). Não há o que dizer. Sinto apenas cansaço ~ muito cansaço ~ de toda essa situação (e algumas outras). Prefiro concentrar minhas energias em outros “ciclopes”.

Estou conseguindo desenvolver algumas habilidades. Fico satisfeita que sejam fruto de decisões conscientes. Fiz uma lista de “projetos e metas” a alcançar para este ano e já consigo riscar alguns itens. Maaaaaas, ainda existem outros tantos pulando no meu rosto toda vez que abro o meu diário ~ encadernado e de papel, nada virtual.

Meu interesse em espiar as vitrines alheias está próximo do zero absoluto. Outra felicidade. É incrível a quantidade de paz que brota dessa atitude. Tenho conversado sobre isso com a minha irmã Rafa, com a Carol e com o Carlos e tem sido bem proveitoso. Uso apenas as funcionalidades básicas dos aplicativos e sites vinculados às redes sociais. Tudo no menor tempo possível. E mesmo o básico do básico tem me provocado um tédio profundo.

Baixei um livro interessante sobre meditação. Parei na página 18, mas pretendo retomar amanhã. Procrastinação é um veneno!

peace
Um silêncio islandês toma conta do meu coração.

Alguns dos meus livros, cadernos e manuais mais utilizados estão empilhados em um banco verde sem seguir nenhuma ordem. Está parecendo uma Torre de Pisa. Já sinto incômodo só de olhar. Tenho TOC com ordem, organização, limpeza, etc e etc. Mas isso não é muito difícil de notar – basta olhar os meus pertences.

dennis
Don’t throw the baby out with the bathwater