Kafka é mais forte do que a ***

Ontem, eu estava com um volume considerável de papéis para ler. Entre eles, a temida *** (não vem ao caso do que se trata. O que importa é a história). Só de olhar para a ***, meu estômago embrulha. É um misto de chatice, problematização e complexidade que é difícil fazer o sinal de legal e sorrir.

Em dado momento, parei para respirar e decidi garimpar um pouco pela internet. Achei um conto de Kafka (Um Médico de Aldeia) e não resisti – tentei, mas não consegui. É incrível, fascinante e angustiante – quem está com deadlines a todo vapor sabe disso – como a literatura pode ser o redemoinho, o furacão, a perdição ou a paixão bandida de alguém. Olhei para a *** e depois para Kafka. Foi fácil demais escolher.

cigarretes
Tenha nervos.
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Fluxo de consciência # 16

Depois de horas na frente do computador e de papéis, meus olhos estão ardendo como dois tomates verdes fritos. De qualquer forma, acordei 5h ouvindo o canto do galo em algum lugar das proximidades ~ isso sempre me encanta! ~ e o barulho de motores ~ isso me desencanta profundamente!

Fiz as atividades cotidianas – planeje, faça, cheque e aja – e tirei alguns preciosos minutos para lembrar da minha irmã acordando de madrugada para jogar Zelda.

zelda
Lembrança da madrugada

 

 

 

 

 

 

 

 

Saudades de jogar videogame. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas… Lá vai. Vou tirar um dia sabático para jogar, assistir animes, ler quadrinhos e comer besteira para caramba – o que não é difícil!

goku
Eu e a minha irmã ~ minha irmã e eu 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vou terminar com uma lembrança para o meu tesourinho e para mim mesma:

game
Just for you and me 😀

Mantra visual #2: Chuva

Chove desde cedo. Vários pontos da cidade estão alagados. Caos.

Ouço os pingos audaciosos baterem na minha janela antes de se lançarem em queda livre. Não há medo; pelo contrário: diante da efemeridade de todas as coisas, eles se entregam aos castelos de ar.

Cachorros latem ao longe – mas não tão longe. Novamente, os pingos de chuva. São quase 2h da manhã e a casa começa a ganhar vida.

Carros aceleram na pista molhada, enfrentando poças de água e pequenos córregos. Ao longe, o sinal de um portão eletrônico dispara. Vozes altas, como sempre, esnobam o silêncio da madrugada.

Chuva.

Fluxo de consciência # 11

A cada dia que passa, sinto o silêncio renovar minhas forças. Não há barulho algum; não há ruídos. Não ouço mais os passos de ninguém esbofeteando o linóleo.

A chuva bate na minha janela educadamente ~ ela nunca atrapalha os meus devaneios e projetos. Vejo as sombras gesticulando como fantoches fantasmas em vitrines nebulosas, mas não reconheço nada e nem ninguém.

Finalmente, começo a andar pelo pântano de forma anônima. Não sou observada, mas observo.

Fluxo de consciência #9

Estou melhorando consideravelmente da inflamação na garganta. Não sei como isso começou – pode ter sido em qualquer lugar, a Idade Média está aí para provar essa teoria. Por indicação da minha mãe, tomei Diclofenaco e acredito que o remédio seja o responsável pela minha melhora. Até hoje, se qualquer médico receita qualquer medicamento, preciso saber o que meus pais acham antes de tomá-lo. Não é questão de gugu-dadá, antes que alguma maldade sobrevoe sua cabeça. Apenas confiança cega, completa. Cada um age conforme sua consciência – ou, pelo menos, deveria agir.

Longe das redes sociais e aplicativos de conversa instantânea desde o dia 15 deste mês, tenho sentido melhoras significativas na minha administração do tempo, humor e até mesmo na disposição/motivação. Tenho um pancadão de coisa para resolver antes de 2021 e quero continuar com meus progressos. Não falo aqui de progresso envolvendo la prata, honrarias (ha-ha-ha), alpinismos ou nada do tipo. Falo de evolução pessoal, de transformação, de me tornar a pessoa que estou moldando, trocando, apagando, desenhando novamente, pintando… Enfim, enfim.

Sexta e sábado foram dias bem difíceis, especialmente sexta, por conta da dor na garganta. Nossa, fazia tempo que eu não sabia o que é ficar impossibilitada de engolir a própria saliva! O lado bom – porque todas as coisas o possuem – foi voltar a molhar o pão com manteiga no café com leite quente. Lembro que gostava muito de fazer isso em casa (na casa dos meus pais), mas fui abandonando o hábito depois de comer patês, frios, ovos mexidos, entre outras distrações. Carlos fez uma sopa – eu o tenho ensinado a preparar caldos e sopas. Ficou um pouco aguada demais mas, para uma primeira vez, acho que ele se saiu muito bem!

Meus episódios de sono têm ficado cada vez mais distantes e, apesar do spleen, tenho tido mais disposição e vitalidade. Já enviei os cartões e as cartas do mês de março. Sinto saudades de escrever em papel, gastar palavras, soltar ideias… Tenho algumas encomendas – meus livros, na verdade – para enviar e preciso terminar de organizar o livro da Ana Cândida. Ela vai lançar uma obra com suas fotos sensacionais e sua peça “O Segredo da Salamandra”. A Candinha é uma das pessoas mais talentosas e inteligentes que eu conheço e isso é estimulante!

Hoje de madrugada, algumas pessoas ficaram gritando na rua, colocando o som no máximo, assoviando, xingando… Esses comportamentos são cansativos. Cada vez mais eu me canso… Sinto uma náusea crescente de certas atitudes e mentes lodaçais. Mas é a velha sabedoria da minha mãe:

“Não reclame. Mude”. 

Preciso terminar algumas atividades domésticas e colocar livros novos no meu e-reader. Por incrível que pareça, estou empolgada com ele! Estou lendo, vendo filmes, ouvindo música, “flanando pelos lugares certos” ~ o que tem feito toda a diferença na minha vida ~ e evitando perturbações. E o melhor de tudo: SEM DEIXAR RASTROS! Felizmente, minha mente está conseguindo permanecer vazia por mais tempo!

P.S1: Minha meta é escrever neste blog 2 vezes por semana.

P.S2: Essa música expressa como ando me sentindo nos últimos tempos:

(Gosto da voz de Madeline Follin, versão da banda SQÜRL). Claaaaaaaro: influência do meu novo filme preferido do coração <3.

“Here I go,
Going down, down, down,
My mind is a blank,
My head is spinning around and around,
As I go deep into the funnel of love.

It’s such a crazy, crazy feeling,
I get weak in the knees,
My poor old head is a reelin’,
As I go deep into the funnel of love.

I tried and I tried, to run and hide,
I even tried to run away,
Ya just can’t run from the funnel of love,
It’s gonna get ya someday.

It’s such a crazy, crazy feeling,
I get weak in the knees,
My poor old head is a reelin’,
As I go deep into the funnel of love.

I tried and I tried, to run and hide,
I even tried to run away,
Ya just can’t run from the funnel of love,
It’s gonna get ya someday.

Here I go, going down, down, down,
My mind is a blank,
My head is spinning around and around,
As I go deep into the funnel of love,
Deep into the funnel of love,
Deep into the funnel of love”.

adameeeve
Eve & Adam em Only Lovers Left Alive

Sol transmutado

Ontem, vi um fenômeno lindo e que merece ser descrito aqui, mesmo com o adiantar das horas.

Uma belíssima lua cheia ~ do tipo que atrai vampiros e lobisomens ~ passou alguns momentos escondida por trás das nuvens, como se estivesse nascendo para a noite. A cena toda foi tão linda que pareceu um sol transmutado! Fiquei embriagada de encanto. Vislumbrei logo “She walks in beauty like the night”, poema de Byron.

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Registro feito precariamente da minha janela