Desgourmetizando #4

Mais um experimento garimpado da internet que deu certo:

Farofa de farelo de aveia

Ingredientes:

– 1 xícara de farelo de aveia;

– Meia xícara de cebola;

– 2 ovos cozidos picados;

– Alho-poró (ou alho, se preferir);

– Azeite;

– Sal;

– Cebolinha;

– Pimentões.

Modo de preparo:

Em uma frigideira, refogue a cebola com o azeite até que ela fique dourada. Em seguida, acrescente o alho-poró (ou alho, você quem sabe), mexa e coloque os dois ovos cozidos picados. Coloque o sal, a xícara de farelo de aveia e mexa. No começo, ela vai ficar grudadinha, mas basta seguindo mexendo para que a farofa comece a ficar tostada. Finalize acrescentando cebolinha e os pimentões. 🙂 Fácil, não?

O sabor fica um pouquinho adocicado, mas é ótimo. Pode confiar.

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Desgourmetizando #3

Não gosto de comer salada pura. Até tento, mas sem sucesso. Olho para o Carlos que, muitas vezes, no almoço, também faz uma pratada de alface e tomate e come ali, in natura da silva. Algumas vezes, reparo que ele banha as folhas verdes com azeite, vinagre e orégano.

Pois bem: disposta a ingerir um pouco mais de salada verde sem fazer cara de limão, decidi aprender alguns molhos e incrementar um pouquinho mais a saladinha. 🙂 O primeiro que fiz foi o molho basicão:

  • 7 colheres de sopa de azeite (como somos só nós dois e quando a salada é pequena, dou uma maneirada e coloco 5 colheres);
  • 4 colheres de sopa de vinagre (quando coloco 5 colheres, desço para 3);
  • 1 colher de café de sal;
  • 1 colher de café de pimenta do reino;
  • 1 colher de sopa de mostarda;
  • 1 colher de sopa de mel.

Basta colocar os ingredientes em uma tigelinha, misturar bem e tcharam: está pronto! Esse é um dos molhos preferidos do Carlos. De uns tempos para cá, tenho notado que, sempre que ele vai comer alguma salada, pergunta pelo “molhinho especial aqui de casa”. Acho bacana porque afinou ainda mais os nossos paladares! 🙂

Há também outros molhos que fui aprendendo. Tem um bem simples, que leva quase os mesmos ingredientes do basicão (apenas com alguns cortes e acréscimos) que uso quando faço Panzanella (uma salada italiana ~super deliciosa~ – ainda mais para mim, que adooooro pão!) Quando estou com tempo e disposição, dou uma incrementada. Sem nenhum desses dois elementos, faço apenas com o molho, tomate, pão, pepino japonês e abobrinha.

Desgourmetizando #2

Assistindo a uma reportagem sobre “como evitar bactérias e contaminações com ações cotidianas simples” (algo assim), lembrei dos vários procedimentos que os meus pais adotam em casa – e que eu, como tenho afinidade e ressonância com a ação deles, também adoto na minha. (:

Uma dessas ações é traduzida por essa imagem:

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Lancherinha que ganhei da minha irmã

As deliciosas e inocentes caixas de bombons de chocolate atravessam sabe-lá-Deus-o-que-e-onde para chegar até o destino final, ou seja, nossas casas. Apesar das embalagens de plástico que envolvem as caixas transmitirem uma “suposta segurança”, colocar o papelão na geladeira ou deixá-lo exposto em lugares que acumulam poeira pode acarretar problemas sérios (fazendo uma sábia referência: “tudo o que é sólido se desmancha no ar”). Então, quando compro ou ganho chocolates, sempre coloco em uma espécie de lancherinha ou marmitinha (pode ser bombeniere também, mas as minhas são ocupadas por balas, então… :/ ).

Assim, você pode pegar ou oferecer chocolates sem problema e sem envolver o papelão que vem das transportadoras (a caixa da Lacta de bombons especiais – Grandes Sucessos – vem sem embalagem de proteção nenhuma, por exemplo).

Levando em conta o sucateamento da saúde no Brasil – que dirá no Rio -, prevenir é melhor que remediar.

Desgourmetizando #1

Na maioria dos programas, blogs, canais de YouTube e contas de Instagram com temática culinária, dá para notar a tendência obcecada (e amparada em interesses que estão muito além da vontade de dividir conhecimento) em gourmetizar tudo. Receitas simples recebem nomes esdrúxulos, ingredientes absurdos são incorporados (e mencionados como ~ necessários ~ para o sabor do prato, o que é pior) e o passo a passo vira coisa de cinema. A grande indústria vai se movendo e, como um polvo do reino abissal, aprisionando tudo. Posso contar nos dedos os canais que sigo que fogem desse rastro.

Uma ação simples, como ralar castanhas em cima das refeições para acentuar o sabor, ganha proporções de Midas.

Como não compartilho desse pensamento e modo de operação, aqui vai uma dica simples que minha mãe costuma fazer – e eu piratiei esse hábito dela:

Costumo acentuar o sabor de certos pratos ralando castanha de caju, castanha do pará, amêndoas (quando encontro um bom preço), nozes (quando estão em preço aceitável) e amendoim em cima. Também pico esses ingredientes e misturo. Hoje, por exemplo, fiz batata doce como acompanhamento do almoço e ralei castanha do pará por cima. O sabor fica outro e você pode dar um toque especial na sua comida caseira e cotidiana. 🙂

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Batata doce com castanha do pará

Almoço rápido para um dia rápido

Mais um feriado de ocupações – dadas as circunstâncias do país e as minhas próprias, devo dizer, agitando as mãos para o alto: ainda bem! Antes das dez da manhã, a minha lista de atividades ficou na ‘metade da metade’ e eu dei uma parada para preparar o almoço. Pesquisando rapidamente – a palavra mais usada do dia, a propósito -, encontrei uma receita super fácil e prática no saudoso Receitas do Boi (a última atualização é de novembro de 2014, uma pena!) e resolvi testar. Compartilho o passo a passo aqui:

Polenta com molho de bolonhesa de soja:

Ingredientes para a polenta:

  • 2 xícaras de fubá
  • 2 xícaras de água filtrada
  • 2 xícaras e meia de água filtrada
  • meia xícara de caldo de legumes caseiro (opcional)
  • alho-poró a gosto
  • meia cebola picada
  • salsa picada
  • azeite
  • sal a gosto

Modo de preparo da polenta:

Em uma tigela, coloquei as duas xícaras de fubá com 2 xícaras de água filtrada, misturei bem com o auxílio de uma colher e deixei descansar por 10 minutos (na verdade, ficou por 12 minutos e treze segundos). Em seguida, refoguei em uma panela grande o azeite, a cebola, sal e o alho-poró, colocando as 2 xícaras e meia de água filtrada e a meia xícara de caldo de legumes caseiro. Fechei a panela e esperei levantar fervura. Depois, fui colocando o fubá hidratado aos poucos, mexendo sempre para não empelotar, até ficar com uma consistência firme. Acertei um pouco do sal, coloquei a salsa, desliguei o fogo e deixei a panela descansando.

Mas devo dizer que fiz primeiro o molho, porque como a polenta poderia engrossar e petrificar, não quis correr esse risco. 😀

Ingredientes para o molho de bolonhesa:

  • Uma xícara e meia de chá de proteína texturizada de soja (daquelas fininhas)
  • Meia cebola grande
  • Meio alho-poró
  • Um copo americano (do tamanho de um copo de vidro de requeijão) de molho de tomate
  • Meia xícara de água
  • Azeitonas (usei umas 7 daquelas sem caroço)
  • Pimentão (piquei três pimentões -vermelho, verde e amarelo – e usei uma xícara)
  • Milho e ervilha (meia xícara)
  • Cebolinha (uma colher de sopa)
  • Salsa (meia colher de sopa)
  • Azeite
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Polenta com molho bolonhesa de soja

Modo de preparo do molho:

Em uma tigela, hidratei a proteína de soja texturizada com duas xícaras de água fervente por 20 minutos. Em seguida, retirei a água com o auxílio de uma peneira, espremi a proteína e reservei. Eu prefiro temperar tudo antes de colocar na panela (apenas meu modus operandi, não é regra ou qualquer coisa do gênero), então temperei a soja com páprica doce, pimenta do reino e sal. Depois, coloquei a soja temperada em uma panela com azeite, cebola e alho poró refogados até dourar. Em seguida, coloquei os pimentões, milho e ervilha e azeitona, inserindo o copo de molho de tomate com meia xícara de água. Deixei cozinhar um pouco e, assim que levantou fervura (tudo em fogo baixo), coloquei a salsa e a cebolinha, derramando um pouco de azeite em cima. Misturei bem e desliguei. Pronto. Simples demais!

Servi a polenta com o molho em cima, acrescentando arroz com açafrão também (só duas conchas, mas nem foi tão necessário).

Assim foi o meu almoço rápido para um dia rápido. E é melhor voltar para as minhas atividades. Agora, de barriga cheia. :}

Receita de uma tarde chuvosa: Pão de Banana

O domingo amanheceu e terminou chuvoso no Rio. Aproveitei para pôr algumas pendências em ordem e testar uma nova receita.

Achei o processo bem prático e os ingredientes são fáceis de achar. Valeu bem o meu tempo – o fator mais importante na hora de decidir como gastar as preciosas horas do dia. Aqui vai:

Pão de banana (aquele que parece bolo mas não é). Rapidinho você faz para o lanche da manhã/tarde ou café da manhã (ótimo para tomar com chocolate quente ou café). Segura aí os ingredientes: – 2 bananas maduras / – 2 ovos / – 2 xícaras de aveia / – 1 colher de chá de canela em pó / – 1 colher de chá de fermento / – 1/2 colher de chá de sal. Preparo: Amasse as duas bananas e coloque em uma tigela com os ovos, a aveia e a canela. Misture até chegar a uma consistência homogênea. Depois coloque o sal e o fermento. Se preferir, adicione castanhas, nozes, uvas passas (eu coloquei um pouquinho de amêndoas e castanha do pará picada e uma colher de sopa de mel). Em uma fôrma (como eu ainda não tenho fôrma de pão, fiz na forminha pequena de bolo) untada com manteiga e farinha de trigo (pode usar papel manteiga também), coloque a mistura no forno pré-aquecido a 180 graus por trinta minutos (ou até ficar douradinho em cima). Done! 🙂 Fica saboroso demais e não precisa usar farinha de trigo. Bacana, né?

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Pão de Banana 🙂